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China: “ação do Google é política e usa a web para atacar o país” |
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Por IDG News Service
Governo chinês diz que a liberdade na Internet é só um pretexto para a defesa de interesses dos EUA.
O Google deve deixar a China sob uma chuva de “acusações” do governo local. Em vários editorias, a imprensa local (controlada por Pequim), disparou nos últimos dias contra a empresa do popular buscador, que tem enfrentado sérias dificuldades para trabalhar no país, por conta da censura à Internet.
A China, por sua vez, acusa o Google de desrespeitar as leis locais. E usa a imprensa para mostrar sua insatisfação. “Os chineses não esperavam que o Google entrasse no campo da política e se transformasse em uma ferramenta de interesses estrangeiros (leia-se norte-americanos), atacando o país sob o pretexto de defesa da liberdade na Internet”, publicou o China Daily.
Nos editorias, a mídia chinesa também tenta minimizar a importância da empresa, afirmando que a Internet local não será prejudicada, pois os internautas mudarão para outro buscador e afirmando que “o Google será o maior perdedor”.
Em janeiro, o Google anunciou que pararia de censura os resultados de buscas feita por moradores da China, o que provocou a ira das autoridades e o reforço ao cerco chinês ao buscador.
Segundo o Wall Street Journal, o Google deve anunciar esta semana seus planos para a China, o que deve significar a saída do país. Já o China Businnes News publicou que a decisão está tomada e que a empresa deve deixar o país em abril.
De acordo com a ong Repórteres Sem Fronteiras, por sua política de censura radical, a China é considerada um dos maiores inimigos da Internet.
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