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Camada IP da rede do PNBL vai custar R$ 350 milhões à Telebrás

Com a realização, nesta sexta-feira, 26/11, de mais um pregão de equipamentos para a implementação da rede de dados a ser utilizada no Plano Nacional de Banda Larga, a estatal conclui as fases de apresentação de propostas relativas à camada IP. Os aspectos burocráticos ainda estão em fase de conclusão – como análise de documentos e o prazo para eventuais recursos – até aqui, os três pregões dessa etapa representam aquisições de R$ 349,7 milhões.



No pregão relativo aos equipamentos de borda IP, três empresas – Teracom/Datacom (empresa brasileira), Ziva e PromonLogicalis (com equipamentos Cisco) – apresentaram os melhores preços, uma para cada um dos grupos previstos no edital específico. O resultado desse pregão, no entanto, foi adiado sem data prevista, até a conclusão da análise dos documentos.

Na disputa pelo core (núcleo) IP, a chinesa Huawei apresentou o menor preço, de R$ 53 milhões, pelos 47 itens previstos. A conclusão do processo, no entanto, com a efetiva formalização da vencedora, só deve se dar na segunda-feira, uma vez que ainda estão sendo analisados os documentos encaminhados pela empresa.

Nesta sexta-feira, 26/11, a Telebrás também realizou um novo pregão, desta vez sobre os sistemas auxiliares da rede IP – cuja soma dos melhores lances ficou em R$ 191.450.538. A licitação, para equipamentos de comutação de dados, servidores e softwares foi dividida em seis lotes, dos quais ninguém se interessou por dois deles –relativos a treinamento de pessoal qualificado.

A Telebrás ainda vai decidir o que fazer no caso dos lotes desertos. Entre os quatro restantes, não houve disputa em três deles – em dois porque somente a PromonLogicalis ofereceu lance e no outro com proposta apenas da empresa Cipher. Nesse caso, o pregoeiro precisou pressionar as empresas para que reduzissem seus preços para o que a estatal tinha estimado como valor máximo.

A briga ficou no lote relativo a switches – de longe o mais lucrativo dos seis – com disputa entre a ZTE, Sodalita e Work Link. Esta última acabou beneficiada pela critério de desempate que dá preferência a micro e pequenas empresas em licitações quando a diferença entre os lances é reduzida – no fim, a empresa cobriu o que era o menor lance.

Por: Luís Osvaldo Grossmann
Convergência digital

 



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